ICO: Uma Obra de Arte Perdida no Playstation 2

Post escrito por: Luissevero | 09/04/2014 | 00h12min



Olá lixeiros, depois de um tempo em um retiro espiritual, retornei para casa e agora espero postar mais aqui no site. Eu voltei agora pra ficar! Produção, toca a música do Roberto Carlos aí... não.

Nas postagens anteriores eu falei sobre 2 clássicos do Super Nintendo, Out of this world e Megaman X(clique nos links para ver as análises). Desta vez avançarei duas gerações para falar de um jogo que, na minha opinião, é um dos melhores de sua geração e que foi “esquecido” por grande parte dos gamers.

Ico foi lançado em dezembro de 2001 no Japão e em março de 2002 no resto do mundo para o Playstation 2. Uma curiosidade: este jogo era para ter saído para Playstation 1, mas seu longo tempo de produção (4 anos) e também por se tratar de um projeto muito audacioso, o game acabou saindo apenas na outra geração.

E bota audacioso nisso! Apesar de ter sido lançado no começo da “vida” do playstation 2, Ico tem um dos mais belos gráficos de sua geração. Coisa mais linda ver essa belezinha rodando no seu velho play 2!



Falando um pouco sobre a história agora: o jogo se passa em um mundo inventado, muito inspirado na civilização Maia (ou seria Asteca...), haja vista as grandes construções arquitetônicas e também a vestimenta dos personagens, e começa com um menino sendo levado para um templo no meio de uma floresta. Este menino se chama Ico e nasceu com um par de chifres e isso, na cultura da civilização local, é visto como um mau presságio. Todas as crianças que nascem com chifres são levadas para este templo e são colocadas em uma espécie de sarcófago para serem sacrificadas. Que triste fim para o pobre guri! Mas nosso herói é perspicaz e consegue (com alguma sorte) sair de sua prisão. É aí que o jogo começa.

Logo em seguida você encontra uma garota presa em uma gaiola: ela se chama Yorda e é filha da “dona” do templo, uma espécie de bruxa, e que quer usá-la para aumentar seu tempo de vida. Aqui vai um pequeno parênteses: como em nenhum momento é explicado, você pode supor que as crianças são sacrificadas para ela também, isso fica sobre sua interpretação.

Após libertar Yorda começa o verdadeiro inferno: você precisa guiar os 2 personagens para fora do templo, e obviamente que a tal da bruxa não vai deixar barato. Ela envia umas sombras atrás de sua filha, e se você deixar as sombras a levarem é game over na hora! O inferno dito anteriormente é que você controla Ico e precisa levar “de arrasto” a menina, pois ela é muito frágil e burra também. Chega a ser irritante em muitas partes. Começo a bufar só de me lembrar algumas passagens do jogo... mas na verdade, para mim, essa a única parte ruim do jogo.

Falando um pouco sobre o jogo agora: ele é do gênero puzzle e adventure de plataforma. Você precisa resolver muitos puzzles para ir avançando no jogo, alguns simples outros nem tanto. Os inimigos são sempre as tais sombras que querem a todo custo levar Yorda (que parece que é feita de luz, pois ela parece reluzir e as atraem como uma lâmpada acesa atrai os vagalumes). A jogabilidade é bem simples e corresponde bem aos comandos, o personagem escala muros, nada, pula e aciona alavancas, mais ou menos no estilo Tomb Raider. Seu arsenal é bem variado e consiste em um pedaço de madeira e uma espada... é, as semelhanças com Tomb Raider acabam aí.

Aí está a única utilidade da guria: abrir estas portas, porque de resto...

Como foi dito anteriormente os gráficos são lindos. Quando foi lançado ficou bastante tempo como melhor gráfico do Playstation 2. As feições dos personagens e os cenários são simples até, também não temos muitos efeitos especiais, mas artisticamente o jogo é lindo. A parte sonora é bem simples, quase não temos música no jogo, você escuta o som ambiente na maior parte do tempo, mas isso não é um fator contra, pois combina muito bem com a atmosfera do jogo (quem já jogou Shadow of the Colossus sabe do que eu estou falando, aliás foi a mesma equipe que criou ambos os jogos).

Uma coisa bem bacana que não foi dita anteriormente é que os personagens principais não falam a mesma língua, portanto a comunicação entre eles é através de pequenos gestos, o que contribui bastante para fortalecer o elo entre eles conforme o andamento da história.

O jogo é curto, outra coisa que você pode considerar como negativa, ou não, pois assim ele não se torna enjoativo, aí depende do ponto de vista de cada um. Seu final é passível de interpretações, mas independente da interpretação, termina de uma forma sensacional e acredito que vai ser de seu agrado.

Resumo da ópera: quem tem um Playstation 2 e ainda não jogou Ico, pare tudo e vá jogar esta magnífica obra de arte dos videogames. Quem não tem jogue no emulador mesmo. Será uma experiência única e inesquecível, e também servirá para fugir do marasmo dos jogos atuais (bom, este meu comentário pode gerar polêmicas, mas enfim). Como conteúdo extra deixo aqui no fim um trailer da versão remasterizada de Ico que saiu para Playstation 3 junto com a versão também remasterizada de Shadow of the colossus, então não tem desculpa! Até quem tem os consoles atuais precisa jogar este jogo (ainda em grande estilo, em HD!).



7 comentários :

  1. Prometo que jogo esse game nas ferias, hehehehe.

    ResponderExcluir
  2. A análise ficou foda como sempre cara, parabéns. E eu tentei jogar esse jogo, mas meu pc não aguenta emulador de ps2 :-(

    ResponderExcluir
  3. Ficou boa a análise.
    É uma pena este jogo ter produzido poucas cópias,e poucas pessoas terem conhecimento dele,mas pelo menos,hoje ele tem um reconhecimento muito maior do que na época em que ele foi lançado.

    Só não concordo de maneira alguma quando diz que a Yorda é burra.
    A IA dela é muito boa,você chama e ela vem na mesma hora,se ficar travado em um puzzle ela te dá até algumas dicas (por meio de expressões).

    Ela só é frágil,não burra.

    Agora,quero ver se alguém sabia que ICO tem co-op.
    Sério mesmo...tu tem que zerar o jogo primeiro,e continuar no save em que você zerou.Depois é só ir no menu "Options" e selecionar 2 players.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. OBS: o player 1 joga com o ICO,e o 2 com a Yorda.

      Excluir
    2. Quando ele diz burra, quer dizer que é chato ter que ficar protegendo ela o jogo todo. Não esta falando da programação do jogo ou se o jogo é bem desenvolvido ou não. Dizer que a personagem é burra não significa um BUG, mas sim que ela foi desenvolvida com esse propósito.

      Excluir
    3. Fala GF, obrigado por comentar no site!

      Pessoal... quando eu disse que ela é "burra", realmente eu quis dizer que a I.A. dela foi mal feita mesmo. Ao menos comigo aconteceu várias vezes de eu chamá-la e ela ficar "travada", não respondendo ao chamado. Outra coisa era essa necessidade de estar toda hora tendo que levá-la "de arrasto", como eu comentei no post. Eu acho que o pessoal poderia ter feito o jogo de uma maneira que, ao perceber que "a barra estava limpa", a Yorda poderia automaticamente segui-lo, salvo as partes em que ela realmente não teria acesso, como lugares mais altos por exemplo. Isto evitaria futuras dores de cabeça, com certeza.
      E em nenhum momento me dei conta de ela ajudar a resolver os puzzles, neste caso o burro pode ter sido eu de não perceber!

      Agora, quanto ao multiplayer, isto foi uma coisa que passou batido quando eu escrevi, foi ótimo tu ter comentado isso. Eu descobri isso meio que sem querer, eu até queria ver como era o modo multiplayer, mas eu não tenho outro controle...

      Excluir
    4. Nem precisa agradecer cara.

      Agora eu consegui entender direito...e eu concordo também.

      Quase ninguém sabe da possibilidade de se jogar em coop no ICO.
      Eu mesmo nunca joguei o jogo todo dessa maneira...mas testei e deu certo.

      PS:
      Estou com pouquíssimo tempo para postar e comentar,estou me concentrando em estudar,por isso demorei para comentar.

      Flws

      Excluir